Já sabe como Funciona a Busca por Voz?

6/12/2018

Já sabe como Funciona a Busca por Voz?

A busca por voz facilitou a vida de muita gente, mas trouxe desafios estratégicos para quem trabalha com marketing digital. Como se adequar à rapidez, conveniência e aos demais desafios dessa ferramenta?

Já passou da hora de entender como a busca por voz funciona. Pegue seu caderninho e venha conosco descobrir os detalhes por trás desse recurso.

Pronto? Vamos lá!

A história da busca por voz: onde tudo começou?

O primeiro sistema de reconhecimento de fala foi desenvolvido pela Bell Laboratories em 1952. Seu alcance era limitado: só era capaz de reconhecer números falados por uma única pessoa.

Na década de 1970, a Universidade Carnegie Mellon lançou o sistema Harpy, que conseguia reconhecer mais de 1.000 palavras e pronúncias diferentes do mesmo verbete.

O reconhecimento de fala continuou nos anos 80 com a introdução do modelo oculto de Markov, que usava uma abordagem mais matemática para analisar as ondas sonoras e levou a muitas inovações que temos hoje.

Se você tiver a fim de conhecer ainda mais sobre a história da busca por voz, o Google fez um vídeo muito bacana explicando onde tudo começou. Dá uma olhadinha:

 

Como funciona a busca por voz?

Espectrogramas do som. Esse é o segredo por trás da busca por voz.

Manja a capa do Unknown Pleasures, do Joy Division? A imagem gerada por um espectrograma é parecida com aquilo.

como funciona a busca por voz

Basicamente, é um processo que decompõe a fala humana em seus componentes mais simples: fonte de energia, elemento vibratório, frequências e ressonâncias.

Através da análise desses componentes, é possível identificar e prever padrões linguísticos. Da mesma forma como os nossos neurônios criam novas conexões quando aprendemos algo novo.

Considerando que a linguagem é formada de camadas, os sistemas de reconhecimento e processamento de fala funcionam em etapas.

1. Convertendo as ondas sonoras

Sempre que você fala, sua voz cria ondas sonoras. Seus dispositivos, como smartphone ou laptop, têm algo chamado ADC, que é o conversor analógico para digital.

Ele é responsável por conduzir essas ondas sonoras e convertê-las em algo que os dispositivos podem entender. Isto é, em código binário

2. Encontrando os fonemas

Em seguida, o sistema de busca por voz divide o que foi dito em unidades mínimas de sentido chamadas de fonemas. Em seguida, filtra o som digitalizado e remove os ruídos indesejáveis.

3. Referência cruzada

Uma vez encontrados os fonemas, o software de busca por voz do seu dispositivo faz uma referência cruzada com um dicionário embutido. A partir disso, usa-se o conteúdo obtido para gerar estimativas inteligentes sobre palavras, sentenças e por aí vai.

4. Diferentes softwares, diferentes resultados

Enquanto a Amazon Alexa usa o Bing para obter seus resultados, o Google Home usa… bem, o Google, claro, rs. Para além da variedade de algoritmos, a busca por voz realizada por diferentes assistentes pessoais gera resultados completamente diferentes.

5. O vencedor leva tudo

Em uma busca por texto, é possível visualizar vários resultados na primeira página para sua consulta. Já na busca por voz, apenas um resultado será lido.

Portanto, se o seu produto ou serviço não estiver no topo da classificação de palavras-chave, ele não será escolhido.

É um cenário 8 ou 80: se você não estiver em primeiro lugar do ranking, a busca por voz agirá como se você fosse invisível. Para evitar que isso aconteça, vale a pena fazer uma análise de rank.

Na WebPeak, nós usamos um software capaz de analisar as palavras-chave do seu site e compará-las com resultados dos motores de busca.

Isso é fundamental para definir competidores de termos de pesquisa, atualizar seus relatórios sob demanda e investir seus recursos de maneira racional.

Leia também: Otimizar SEO para busca por voz
como funciona a busca por voz

É possível usar a busca por voz em aplicativos?

A busca por voz não é um recurso exclusivo dos motores de busca. Também é possível integrá-lo aos aplicativos e direcionar o envolvimento do usuário.

Imagine a seguinte situação. Com as férias se aproximando e o 13º brilhando na sua conta, você decidiu que está na hora de realizar aquele sonho de conhecer a França.

Usando a busca por voz, você pode dizer: “procure por voos de São Paulo para Paris, sem escalas, a partir do dia 15 de dezembro no SkyScanner”.

Caso já tenha a passagem de avião em mãos, talvez você ainda precise encontrar um local para se hospedar. “Procure por hotéis cinco estrelas em Paris no Tripadvisor” é uma forma de perguntar isso ao seu assistente pessoal.

Seja qual for o caso, a busca por voz o direcioná diretamente para o aplicativo instalado no seu celular ao invés de uma página na Web.

A maioria dos aplicativos permite que as pessoas usem comandos de voz para executar ações. Eles têm uma característica integrada, chamada Google Now Actions.

O Google Now Actions permite que aproveite a tecnologia de reconhecimento de fala para entender a linguagem natural e transformá-la em ações dentro do seu aplicativo.

Leia também: Como a busca por voz impacta no Ecommerce e Marketing Digital

Quais os desafios da busca por voz?

A linguagem humana é extremamente complexa.

Da semântica à ironia, dos sotaques às expressões faciais, cada um desses elementos transmite nossas emoções e caracteriza a maneira através da qual nos comunicamos.

O desafio da busca por voz, portanto, é desenvolver modelos de compreensão da linguagem muito mais sofisticados, que realmente captam o sentido das frases.

Em última instância, nosso cérebro ainda é a ferramenta mais poderosa para desvendar as diferentes camadas e nuances da linguagem.

Resta-nos descobrir como replicar nos computadores esse algoritmo que percorre os nossos neurônios.

Estando preparado ou não, a busca por voz já está mudando as estratégias de marketing digital, principalmente em relação ao SEO.

Google Now, Siri, Alexa… Independente de qual seja o seu assistente pessoal favorito, não há dúvida de que a busca por voz reduziu drasticamente o tempo de pesquisa, agilizando a tomada de decisões num período de tempo muito mais curto.

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Autor

Camila Nogueira

Socióloga em formação, é apaixonada por entender o comportamento humano diante das novas tecnologias.

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