Você está pronto para o Voice Commerce?

28/1/2019

Você está pronto para o Voice Commerce?

Voice commerce. Essa é a tendência que veio remodelar as experiências de compra online.

A atenção humana é o recurso mais valioso no mundo moderno. E, recentemente, o comércio eletrônico se deu conta disso.

O princípio é bem simples. Se o objetivo do e-commerce é prezar a conveniência, por que não investir na forma mais intuitiva de comunicação? A voz.

O desenvolvimento da inteligência artificial deu um super gás na criação dispositivos inteligentes, mas as empresas ainda penam para usar o voice commerce a seu favor.

Será que você está pronto? Vamos descobrir!

Por que Voice Commerce é um mercado promissor?

Você está pronto para o Voice Commerce?

Embora estejam apenas engatinhando, os assistentes digitais de voz estão rapidamente se tornando o elo entre todas as partes da sua vida.

De acordo com o relatório da Coresight Research — consultoria focada no futuro do varejo, tecnologia e moda — o voice commerce será uma força motriz para o comércio eletrônico.

Estima-se que, só nos Estados Unidos, o mercado de compras por voz aumentará US$ 2 bilhões este ano e US$ 40 bilhões nos próximos dois anos.

No Brasil, a cenário é um pouco diferente. O perfil consumidor brasileiro é ligeiramente mais conservador, gerando resistência à adesão de soluções transacionais emergentes.

O que isso quer dizer? Que o voice commerce ainda vai ter que comer muito arroz e feijão para sentar à nossas mesas...

Voice Commerce: crescimento e projeções do comércio eletrônico por voz

Não é segredo que o Google, a Amazon e a Apple estão investindo pesado em voice commerce. Pesquisas, estudos de caso, fabricação de produtos… Os dólares tão ó, voando.

A boa notícia é que essa grana volta rapidinho. E com juros.

Segundo a Global Market Insights, o mercado de alto-falantes inteligentes como Amazon Echo ou Google Home, crescerá mais de 30% nos próximos seis anos.

Isso representa um salto de US$ 4,5 bilhões em 2017 para US$ 30 bilhões em 2024. 😲

Já ter uma ideia de quanto o Sundar Pichai ou Jeff Bezos tem na conta, né?

Leia também - Como a busca por voz impacta o e-commerce

Vamos dar uma olhadinha do outro lado da balança: o quanto a galera está desembolsando. Com a ascensão do voice commerce, as compras de alto-falantes inteligentes ao redor do mundo atingiu aproximadamente 17 milhões no segundo trimestre de 2018.

É muita Siri e Alexa, viu… De acordo com a Canalys, líder na análise de mercado de tecnologia, esse número chegará a 225 milhões em 2020.

Quais são os principais produtos comprados por voz?

Conhecer os itens mais comprados por voice commerce não mostra o caminho para o pote de ouro, mas certamente sugere o que atrai tantas pessoas para o arco-íris.

As principais categorias de compras por voz são:

  • Mercearia ou itens de supermercado (20%);
  • Entretenimento (19%);
  • Eletrônicos (17%);
  • Roupas (8%).

Seu negócio não faz parte de nenhum desses eixos? Fica de boa! Esses são apenas os setores que destacam dentro do voice commerce.

O potencial dessa tecnologia ainda é bem inexplorado pelos médios e pequenos varejistas, então é uma oportunidade bem bacana para pensar a respeito.

Se você ainda não está botando muita fé no voice commerce, saca só esses números. Uma pesquisa realizada com 5.000 pessoas mostrou que 40% delas têm intenção de usar assistentes de voz para comprar mercadorias nos próximos três anos.

Desafios do Voice Commerce: quais são e como superá-los?

Você está pronto para o Voice Commerce?

O voice commerce não é um bicho de sete cabeças, mas também não é um gatinho fofo que ronrona para você. Existem alguns desafios que precisam ser observados criticamente e abordados  com assertividade.

Apelo visual em segundo plano

No voice commerce, as imagens não são prioridade. Mas também não as exclui completamente do quadro.

Funciona mais ou menos naquela máxima universal, manja? Deus me livre, mas quem me dera.

O fato é que, com o apelo visual em segundo plano, o processo de navegação tradicional sofre uma profunda alteração.

Tanto o consumidor quanto o varejista experimentam novas formas de interação, sequências de ações etc.

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As marcas queridinhas levam a melhor

A ausência de formas alternativas de navegação também é um problema no voice commerce.

Sem imagens para ter uma ideia do produto e compará-lo com outras marcas, os consumidores tendem a comprar o que já conhecem. Isso acontece porque experimentar algo novo causa insegurança.

Seja um novo detergente ou sabão em pó, esse movimento enfraquece a influência dos varejistas menores sobre o consumidor. Você acha mais provável que alguém diga “comprar Listerine” ou “comprar enxaguante bucal”?

Encher o carrinho? Só se for o de mão

Ao mudar completamente o processo de navegação, o voice commerce limita a capacidade dos varejistas de impulsionar compras complementares e itens mais caros.

Comprando apenas o que precisam, os consumidores deixam de se expor às famosas tentações e de navegar entre as demais seções de produtos.

As cestinhas mais enxutas têm economias de escala menos favoráveis, especialmente quando se trata dos custos de frete.

Experiência de compra personalizada

Um estudo recente mostrou que cerca de 39% dos consumidores confiam no voice commerce para uma seleção personalizada de produtos.

E a expectativa vai além. Quase metade dos entrevistados acredita que a compra por voz oferecerá a melhor relação custo-benefício para o cliente.

Afinal, você está pronto para o Voice Commerce?

Mais do que desafios, o voice commerce traz um universo de possibilidades para o comércio eletrônico.

Com a transformação dos comandos de voz em intermediários no processo de compra, cabe aos varejistas repensar as abordagens digitais.

Na WebPeak, nós realizamos análise de mercado para diversos nichos, respeitando o diferencial de cada negócio. Com os insights obtidos através dos dados, te ajudamos a resolver os abacaxis e levar sua empresa para o próximo nível.

E você, vai fazer sua voz ser ouvida? Manda uma mensagem pra gente! 😉

Autor

Camila Nogueira

Socióloga em formação, é apaixonada por entender o comportamento humano diante das novas tecnologias.

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