Dia das Mulheres é marcado por protestos ao redor mundo

11/3/2019
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Dia das Mulheres é marcado por protestos ao redor mundo

Igualdade de gênero, chances iguais no mercado de trabalho e fim da violência foram pauta em manifestações na Europa, Ásia e África.

Milhares de mulheres foram para as ruas nas Filipinas, nesta sexta-feira (8), no Dia Internacional da Mulher para protestar contra as políticas "neoliberais" e "macho-fascistas" do presidente do país, Rodrigo Duterte, a quem chamaram de "misógino".

"Duterte é a misoginia personificada, não só ataca como também faz ameaças contra as mulheres. Infelizmente suas palavras influenciaram alguns agentes das forças de segurança, responsáveis por abusos a mulheres", declarou a secretária-geral do grupo feminista Gabriela, Joms Salvador, à agência EFE.

Mais de cem mulheres manifestaram nesta sexta-feira (8) no centro de Nairóbi por causa do Dia Internacional da Mulher, com a lema "Humanizar os corpos das mulheres negras" e com a exigência de que o governo do Quênia combata a violência de gênero.

"Saímos às ruas como feministas porque nos matam todos os dias, mas não existe uma conversa sobre isso nas instituições. Queremos injetar a feminismo na discussão pública porque, enquanto continuarem sentados, mais mulheres vão morrer", declarou à Agência Efe a advogada queniana e coorganizadora do protesto, Vivian Ouya.

Centenas de mulheres saíram às ruas de Daca, capital de Bangladesh, convocadas por diversas organizações e sindicatos para pedir igualdade e segurança nos ambientes de trabalho e nas suas vidas em geral, por ocasião do Dia Internacional da Mulher."

A violência contra a mulher é comum no nosso país, muitas mulheres aqui não levantam suas vozes contra o assédio sexual por ser um tabu social", advertiu em declarações à Agência Efe a diretora-executiva do Centro para a Solidariedade do Trabalhador em Bangladesh, Kalpona Akter, após liderar uma concentração perto do Clube de Imprensa.

Várias associações feministas renomearam milhares de ruas em Paris com cartazes que lembraram a escritora Margaret Atwood, a escultora Jeanne Bardey e a ativista Angela Davis, para denunciar a escassez de referências a mulheres nas placas urbanas de todo o país.

"Apenas 2% das ruas francesas levam nomes de mulheres. Nesta noite, 'Nous Toutes' renomeou mais de 1.400 ruas com nomes de mulheres célebres ou vítimas de feminicídios. Mulheres ignoradas, censuradas, esquecidas. Não as esqueçamos", escreveu o coletivo "Nous Toutes" em sua conta do Twitter.

Milhares de mulheres realizaram uma greve e manifestaram nas ruas das principais cidades da Itália, especialmente em Roma, para exigir igualdade e direitos, assim como para denunciar os casos de violência machista na sociedade.

A maior manifestação foi o protesto de Roma, convocado pelo coletivo "Non una di meno" (Nem uma menos) e que reuniu milhares de mulheres de todas as idades para tingir de fúcsia o centro da capital, a cor usada por essa organização.

Milhares de pessoas saíram às ruas das principais cidades de Portugal, no Dia Internacional da Mulher, para pedirem igualdade de gênero e repudiarem a violência contra as mulheres.

Em Lisboa, a manifestação contou com a participação do primeiro-ministro de Portugal, António Costa, que durante a manhã se reuniu com 18 mulheres que ocupam posições de liderança no país.

Duas grandes manifestações em Madri e Barcelona marcaram o Dia Internacional da Mulher na Espanha, onde sindicatos convocaram pelo segundo ano consecutivo paralisações parciais e uma greve geral em defesa da igualdade de gênero.

No país, assim como em outros países do mundo, as mulheres têm menor participação no mercado de trabalho, recebem salários menores e contam com piores condições para exercer suas funções.

A polícia turca utilizou gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar uma grande manifestação pelo Dia Internacional da Mulher em Istambul, capital da Turquia, depois de duas horas de concentração pacífica.

Os agentes lançaram várias bombas de gás contra as manifestantes que tinham se concentrado na rua Istiklal, a principal artéria comercial e de lazer da cidade, para denunciar as políticas do governo islamita e as estruturas patriarcais sob palavras de ordem como "Não temos medo".

Milhares de mulheres de organizações sociais e políticas se manifestaram pelo centro de La Paz, na Bolívia, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, exigindo respeito à vida e o fim do feminicídio.

A grande passeata foi liderada pela Aliança de Organizações de Mulheres pela Revolução Democrática e Cultural, que reúne, entre outras, organizações de camponesas e comunidades originárias.

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Bot WebPeak

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